22-02-2012

A Batalha

 

Tudo começou numa noite de luar,
Deus estava triste e não parava de chorar,
Não parava… de… chorar.
 
É por essas e por outras, que a vida nos trama
Sem se saber o motivo, sem perceber quem nos engana,
Sem perceber… quem… nos engana.
 
A vida continua, as partidas são as mesmas
Os sonhos desfalecem e as memórias são tremendas,
As memórias… são… tremendas.
 
Não consegue superar, não esquece o sofrimento
Tenta muito continuar, mas, sem o mesmo talento,
Sem… o mesmo… talento.
 
O olhar tombou perante o que o coração murmurou,
Ficou imóvel, desorientado, descuidado,
Desorientado… descuidado.
 
Apesar das adversidades,
Batalhas foram travadas.
Momentos foram gravados.
Histórias foram reescritas.
 
Como nunca antes, Lutou de espada erguida
Como nunca antes, Sorriu de escudo na mão
Como nunca antes, Protegeu-se de armadura reluzente
Como nunca antes, Venceu imponente!

 

Tu

Tudo começa quando as letras se unem formando palavras que, por sua vez, se casam e originam frases que, por muito simples que sejam, concretizam as mais belas melodias.

Mas nem sempre é assim.

Tudo parece perdido.

Sem vida.

Descontente.

Triste.

O momento é o mais inoportuno mas, mesmo assim, chama por mim.

Como um calafrio na noite mais sombria.

Como um pesadelo no sonho mais apocalíptico.

Como a melodia da morte no desespero ardente do inferno.

Dou por mim, caído, desamparado, vagueando pelos caminhos da solidão.

Até que tudo muda.

A linha que separa o passado do presente é rompida. A solidão é abolida. A alegria rasga a tristeza. O calafrio esconde-se. O pesadelo foge deixando para trás todos os sonhos que um dia foram esquecidos.

Algo em mim mudou. Algo ressurgiu. Espreitando pelas entrelinhas do destino lá estava ela.

Oh Sentimentos..

Oh Alegria..

Oh Cumplicidade..

Oh Tu!